Violência Doméstica

Atualizado: Mai 14


A situação de violência doméstica e familiar vivida por muitas mulheres ficou evidenciada pela pandemia e o isolamento social. A violência de uma relação familiar abusiva pode ter consequências devastadoras na vida do casal e dos filhos.


Porém, não se trata somente de agressões verbais (xingamentos, humilhações, controles e proibições, chantagens e impedimentos) ou físicas (empurrões, chutes, tapas ou socos).


Algumas mulheres ainda não entenderam que violências patrimoniais (reter valores, documentos e bens de usos pessoais, como salários), violência moral (acusações, ameaças ou difamação) e violência sexual (coagir, forçar e obrigar ao relacionamento sexual) também constituem crime contra a mulher.


Esteja atenta aos sinais de alerta: um comportamento controlador e grosseiro por parte do parceiro, demonstração de frustração com expectativas irreais em relação à parceira, crueldade (não apenas em relação à mulher, mas também a outras pessoas da família e até às crianças) e hipersensibilidade (em que tudo ofende o parceiro) são sinais de alerta.


A agressão física, normalmente, é o último estágio de um relacionamento que já era abusivo de outras formas. O que se inicia com uma agressão psicológica pode levar a uma agressão física, que pode em seu extremo resultar num crime contra a vida da mulher, estabelecido pelo Código Penal e reconhecido como hediondo, o feminicídio.


CUIDADO


Em geral, há um ciclo de violência dentro da relação, que começa, com a fase da tensão, em que há troca de insultos, xingamentos e muitos conflitos. O descontrole costuma levar da agressão verbal para a agressão física. Após consumada a agressão, há a fase da reaproximação, com reconciliação e promessa de melhora por parte do agressor, antes do ciclo se reiniciar, sendo repetido cada vez com maior frequência.


Fique atenta aos sinais e aos tipos de violência, você não precisa passar por isso e pode ter ajuda e acolhimento de várias formas. Cabe a você mudar essa história que se repete e pode acabar mal.


Lembre, a velha história de que “em briga de homem e mulher ninguém mete a colher” deve ser deixada de lado. Filhos, familiares, amigos e vizinhos podem intervir e denunciar os abusos. Se você conhece alguém passando por esta situação, ofereça ajuda, busque contato, procure saber sobre essa pessoa.


Denuncie!

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